ELEIÇÕES 2024 E O PARADIGMA DA REELEIÇÃO… III

CONTINUAÇÃO

Vane do Renascer, eleito em 2012 fruto de erro estratégico cometido pela campanha de Azevedo à reeleição, dando continuidade ao paradigma, também não conseguiria reeleição em 2016 em razão da fraquíssima gestão a frente da Prefeitura de Itabuna. Por absoluta falta de conhecimento sobre gestão pública e oriundo de mandato como Vereador do município, mandato este também inexpressivo, por falta de personalidade política, entregou a administração para assessores e alguns Secretários espertos, no sentido pejorativo da palavra, naufragando no mar da mal gestão. Não teve outro caminho a não ser apoiando a candidatura de Davison Magalhães, do PCdB.
O resultado foi a volta de Fernando Gomes, que à época descansava em berço esplêndido na Cidade de Vitória da Conquista. Experiente que era, lembrou que o eleitorado de Itabuna não gosta de reeleger Prefeito, venceu as eleições e se esqueceu do paradigma ao se candidatar novamente em 2020.sofrendo amarga derrota nas urnas, ficando no humilde terceiro lugar.

E o paradigma continua.

Semana que vem tem continuação da análise.

ELEIÇÕES 2024 E O PARADIGMA… II

CONTINUAÇÃO

  • Com a evidente impossibilidade de Fernando Gomes ser reeleito prefeito nas eleições de 2008, tendo apoiado então a candidatura do Capitão Fabio (MDB), surge a candidatura de outro Capitão, o Azevedo. Estratégias políticas e de marketing eleitoral, formação de grupo homogêneo e técnicas de mobilização de massa, levaram Azevedo à incomparável vitória nas urnas com mais de 12 mil votos à frente dos adversários.
  • Logicamente, com tamanha demonstração de ser “bom de urna”, uma administração razoável, levado pela vaidade pessoal, além do mau assessoramento e a não existência do grupo homogêneo de campanha, estraçalhado ao longo da gestão, Azevedo manteve o paradigma da não reeleição de Prefeito de Itabuna ao perder para Vane do Renascer, considerado a “zebra” daquelas eleições de 2012.
  • Oportuno lembrar que no campo das apostas Azevedo era favorito, mas foi surpreendido por cometer mais um erro de cálculos, a perigosa euforia do ”já ganhou”.
  • E o paradigma continua.
  • Próxima semana, continuação da análise.

Itabuna, as Eleições 2024 e o paradigma da reeleição.

Por Josias Miguel

 

Análise pessoal e isenta nos remete às eleições de 1996 até 2020 e projeção para 2024.

O paradigma da reeleição nasceu com Fernando Gomes tentando a reeleição no ano 2000, perdendo para o então inexpressivo Geraldo Simões.

Ancorado no aparato do PT

Geraldo Simões,Prefeito no fim do mandato adquirido em 2000 vencendo Fernando Gomes,candidato a reeleicão em 2004,Geraldo,  por via partidária  apoiado por Jaques Wagner e Presidente Lula, tinha enorme  poder político e caneta do governo municipal. Era propalada sua  inevitável reeleição,mas não foi o que aconteceu. Fui um dos maestros da candidatura de Fernando Gomes, que,diga-se de passagem,vinha de derrota como candidato a deputado estadual, estava sem dinheiro no bolso, sem apoios expressivos no tabuleiro dos poderes estadual e nacional, no entanto venceu a parada que parecia indigesta.Permaneceu o paradigma.

Em 2008, Fernando Gomes amargava rejeição pessoal em altíssimo índice, algo próximo a 70%. Experiente que era,abdicou do direito de ser candidato a reeleição, ou seja,por um motivo ou outro, não seria  reeleito,permanecendo o paradigma.

 

A análise continuará na próxima postagem.