REACIONÁRIOS

Inacreditável, mas a verdade é que em Itabuna tem um grupinho de reacionários, riquinhos acostumados aos favores do poder público, das benfeitorias que lhes beneficiam. Qualquer ameaça ou possibilidade de exigir deles contrapartida à altura do que recebem é o suficiente para promoverem campanha para transferirem a sede das suas empresas para outros municípios causando desemprego e caos social. Antidemocráticos que são, não estão acostumados ao diálogo, ao entendimento, ao respeito, ao contraditório. Na condição de riquinhos, não se preocupam com os menos favorecidos, os que necessitam do emprego para sobreviver. O que lhes importa é que não mexa nos seus bolsos.
No caso em questão, a campanha para transferir as sedes das suas empresas para outros municípios é fruto de mentalidade tacanha. As Leis, as vezes, podem conter equívoco, erros, mas são passíveis de alterações. O Legislativo de Itabuna tem sido atencioso às questões de impacto social, assim como tem sido o Prefeito Augusto Castro. Aliás, Augusto tem trazido para Itabuna obras estruturantes importantíssimas para o desenvolvimento e bem-estar da população como um todo, ricos e pobres.
Os empresários, nem todos obviamente, vivem no luxo, no desfrute dos lucros obtidos com o que vendem ou cobram dos remediados e mesmo dos pobres. Tem empresários em Itabuna com faturamento líquido de milhões e milhões de reais por mês e o que dão em troca ao município? Absolutamente nada, e como se não bastasse, agora propõem presentear a cidade com desemprego. Não sou advogado do Prefeito, mas não sou cego. Está claro aos olhos as obras que ele tem feito em Itabuna. Impostos são as fontes de recursos para serem aplicados em benefício dos munícipes, como temos assistido atualmente.
Diálogo, equilíbrio, boa fé e respeito ao contraditório podem trazer as soluções que se busca e não causar um mal maior ao povo trabalhador.

Itabuna, setembro de 2022.

Josias Miguel

Josias Miguel

FERIADOS POSSIBILITAM REFLEXÕES

Refletir demanda tempo e sossego. Nos afazeres do dia a dia as vezes não conseguimos tempo para pensar.

Neste feriado, ah que coisa boa, pude refletir melhor sobre muitas coisas e dentre elas o que faz com quê os governantes fiquem cegos administrativamente e até politicamente, em alguns casos. Vejamos, por exemplo, o quê ocorre em Itabuna:  A ex-Vereadora Charliane Sousa disse, durante sua participação no Podcast Política com Endereço, que “os inimigos de Augusto estão dentro do seu governo”, complementando alerta ao Prefeito feito pelo apresentador Josias Miguel que se referia a situação calamitosa do ex prefeito Vane do Renascer que terá que devolver mais de dois milhões de reais aos cofres públicos, do próprio bolso, além de multa de 15 mil reais aplicados pelo Tribunal de Contas do Município, resultante do contrato de construção do Shopping Popular.

Que tal situação sirva de exemplo.

No estrabismo da gestão é que passam despercebidos os desmandos de hoje que serão os graves problemas do amanhã. Para quem conhece um pouco de gestão pública fica claro que o ex prefeito Vane não surrupiou aquela importância. O que possivelmente ocorreu foi desleixo, incompetência e interesses escusos praticados por membros do governo na condução do famigerado contrato e aditivos.

O povo não é besta, enxerga tudo e dá resposta no momento certo.

Temos visto Prefeitos tentarem reeleição e não obterem êxitos por culpa dos colaboradores, ocupantes de cargos “de confiança “ que inescrupulosamente se locupletam às custas do dinheiro público.

Tomara que a história não se repita.

FORAM ME CHAMAR…

Dona Ivone Lara,quando compôs a canção Alguém me Avisou, não poderia imaginar que tempos depois alguém usaria o refrão … FORAM ME CHAMAR EU TÔ AQUI O QUE QUE HÁ para fazer campanha política de candidatura a prefeito de Itabuna.
Se estivesse viva,certamente abriria processo contra o candidato por usurpação de direito autoral. Se não abrisse na época da campanha o faria agora que o usurpador se elegeu e mostrou para que ele “atendeu” o chamado. ALGUÉM ME AVISOU PRA PISAR NESSE CHÃO DEVAGARINHO, outro trecho da música, foi ignorado pelo eleito. Ele PISOU FUNDO e está fazendo o pior governo que a cidade já teve,superando até o governo dele próprio de 2005/2008. Itabuna está um caos total, em todas as áreas administrativas. O trânsito completamente bagunçado,as ruas esburacadas,a sujeira espalhada por todo canto,atendimento a saúde não existe mais,pagamentos a funcionários e fornecedores atrasado.

O comércio lojista, juntamente com os setores de prestação de serviços,que geram emprego e renda não têm o apoio devido por parte da Prefeitura para a promoção de impulsionamento dos negócios. Já passou da hora de Vitória da Conquista,onde ele estava,chamá-lo de volta. Eleições de 2020 se aproximando e o povo esperando mais um “salvador da pátria”.
Tomara que não chamem ninguém de fora novamente.

TIRO NO PÉ

Antonio Mangabeira, candidato a deputado federal (PDT) foi convidado,segunda feira(27), pelas entidades empresariais de Itabuna a apresentar suas propostas  no exercício do mandato, caso fosse eleito. Deu um tiro no pé ao dizer que se eleito,renunciaria para se candidatar a Prefeito em 2020 e que seu suplente seria seu assessor até assumir o mandato. Nada  mais hilariante, se não fosse trágico. Para quem se apresenta hoje ao eleitor como candidato a deputado e diz textualmente que não exerceria o mandato significa traição antecipada.
E o pior é que demonstra total falta de conhecimento das regras eleitorais no tocante às suplências de mandato. O PDT, sigla pela qual concorre, está na coligação do PT e mais seis outros partidos, portanto não tem como saber quem será seu suplente,de qual partido e em qual região da Bahia teria base eleitoral.
Como pode o candidato discursar em defesa da região sul e, mais especificamente Itabuna, se pretende ser eleito e renunciar para ser empossado o suplente que defende a região norte, por exemplo?
O candidato precisa saber que suplentes pré estabelecidos  somente acontece nas candidaturas a senador, que no caso do sul baiano tem dois primeiros suplentes anunciados, Davidson Magalhães e Bebeto Galvão, do candidato pelo PT, Jaques Wagner e Ângelo Coronel, PSD, respectivamente. Acordem cidadãos itabunenses, ou seremos espectadores da própria miséria.

ERRATA:
O PDT coligou para federal somente com o PROS,mas isso não invalida a incerteza de quem seria o suplente de Mangabeira,se fosse eleito.

CIDADE FANTASMA OU MERA COINCIDÊNCIA?

Contam que certa feita havia uma cidade com mais de duzentos mil habitantes, com seu território municipal quase cem por cento urbano. Emprego e renda, em quase sua totalidade, só eram gerados pelo comércio lojista e prestações de serviços. Vários tipos de pessoas foram eleitos prefeitos do município em seus últimos anos de existência, ex-vereador, militar, semianalfabeto, funcionário público, pecuarista, aventureiro, só não um empresário do segmento gerador de emprego. Não demorou muito e a cidade foi definhando, diminuindo cada vez mais seu comércio, crescimento populacional estagnado, sem novas oportunidades de emprego, portanto sem circulação da moeda e os empresários assistindo passivamente outras cidades próximas crescendo por descobrirem suas vocações naturais. Qualquer semelhança com Itabuna será mera coincidência?

Prefeitura tem CNPJ, logo, é uma empresa, que embora pública, tem que gerar lucro, não para ser dividido com o administrador e seus “associados” (que em alguns casos dividem até o capital e patrimônio), mas sim para investimentos em educação, saúde, mobilidade urbana, infraestrutura, assistência social, dentre outros.

As eleições deste ano não são para prefeito, mas é termômetro de observação dos movimentos políticos na direção das eleições de 2020, quando estes e vereadores serão eleitos.

Das duas uma, ou os interessados no crescimento de Itabuna se unem, estabelecem agenda positiva, montam estratégias políticas e elegem um membro dos seus quadros ou Itabuna deixará de ser apenas coincidente e será ela própria uma cidade fantasma.

Há quem acredite que a solução para Itabuna sair do marasmo é transforma-la em Polo de Turismo de Negócios, sua vocação natural.

Para ilustrar a ideia, conta um humorista que fabricantes de creme dental passaram vários dias em grande congresso buscando fórmulas de aumentar em vinte por cento o consumo do produto até que o garçom que servia o cafezinho pediu para dar um palpite. Permitido, disse: Porque vocês não aumentam um pouco o tamanho do buraco que sai a pasta de dente? Assim foi feito e o consumo superou as expectativas.

A moral da historia é que, às vezes, simples ideias vindo de quem não se espera, trazem grandes soluções.